Ricardo Maia Magalhães, sócio da área de Público da Cerejeira Namora, Marinho Falcão, foi entrevistado pela Advocatus by ECO, onde analisou a intenção do Governo de avançar com uma alteração profunda à lei do Tribunal de Contas, designadamente no que respeita ao eventual fim do modelo de visto prévio.
A entrevista completa pode ser lida na íntegra no site da Advocatus by ECO.
Na entrevista, Ricardo Maia Magalhães começa por enquadrar o papel do visto prévio no sistema português:
Trata-se, assim, de um mecanismo de natureza preventiva, que se distingue da fiscalização concomitante e sucessiva por atuar antes da produção de efeitos financeiros.
Questionado sobre a eventual eliminação deste modelo, o advogado alerta para os riscos associados:
Embora a alteração possa traduzir-se numa simplificação formal dos procedimentos e numa potencial aceleração da execução de investimento público, subsistem dúvidas quanto ao impacto na prevenção de irregularidades e na proteção do erário público.
Na análise comparada, Ricardo Maia Magalhães sublinha que, noutros ordenamentos europeus, a inexistência de um modelo generalizado de fiscalização prévia apenas se revela sustentável quando compensada por:
Estruturas internas altamente profissionalizadas;
Mecanismos céleres e efetivos de responsabilização financeira;
Elevado grau de maturidade institucional.
Caso a reforma avance, defende ainda a necessidade de manter um núcleo mínimo de controlo prévio obrigatório para atos de maior valor ou risco financeiro, bem como o reforço dos meios técnicos e humanos do Tribunal de Contas e dos sistemas de controlo interno.
A entrevista completa pode ser lida na íntegra no site da Advocatus by ECO.